sexta-feira, 10 de agosto de 2012

As cores e ela


As cores se apresentaram pra mim, muito cedo, acho que mais ou menos na mesma época que descobri a fala e o andar. Deve ter sido, na mesma época que comecei a diferenciar os objetos, as formas, os animais...
Um pouco mais tarde, na pré escola, eu aprendi o nome que identificava cada uma delas. Os desenhos, pararam de ser rabiscos em preto, começaram a ganhar vida. Ursinhos com a cara verde, bonequinhos de corpo amarelo e de cabeças rosa... Tudo era muito pintado.
Depois daí, as cores nunca mais me deixaram. Surgiu as cores primarias, o elefante colorido, as cores frias e quentes. Ah, as cores quentes, estas eu sempre amei.
Minha cor preferida sempre foi o vermelho, eles e suas várias variações de tom. 
__Como que pode uma gremista gostar de vermelho? Tua cor preferida tem que ser o azul!  Ah, azul é cor de menino. Só isso que eu podia dizer pra me defender. Ainda bem que sempre colou.
Tantas cores, de tantas intensidades diferes, tantos anos conhecendo elas por nome e sobrenome, e só depois de 20 anos, que descubro o verdadeiro valor delas.
Precisou chegar uma menina, com sua aquarela e seus pinceis de todos os tamanhos e funções pra colorir de verdade a minha vida. Essa menina é tão colorida, que no momento que a vi, tudo que estava em sua volta se ofuscou.  Todo lugar ficou cinza, e ela reluziu. Sua cor, é tão pura, que ilumina e enche de vida, tudo o que ela toca. Comigo não foi diferente. No meu caso, ela precisou apenas, sorrir. Ela sorriu, e minha noite coloriu. Ela falou e minha semana brilhou. Ela tocou,  e pronto. Minha vida virou um arco-íris.  As cores se tornaram cores.  Hoje, elas brilham, tem luz.  Nada mais é igual, depois da chegada dessa menina travessa. Ela coloriu e colore todos os dias a minha vida. Pinta e repinta, Brinca de desenhar. 
Em seus desenhos, duas meninas se divertem de mãos dadas. Elas brincam de roda, de pega-pega e de esconde esconde. Brincam de cazinha, de adivinha e de cosquinha. Tudo é tão bonito nas mãos dessa pequena pintora. A vida é dela, as cores são dela e eu... Sempre... também