terça-feira, 16 de agosto de 2011

segunda...

Hoje, quero deixar a caneta me levar, quero que ela e o papel juntos possam brincar, explorar, mostrar tudo que está aqui dentro.
Hoje não pretendo fazer nenhuma rima, ou usar de palavras bonitas.
Hoje quero que cada letra seja a mais pura descrição de tudo que não consigo falar, de tudo que não consigo TE falar.
Sabe, sempre tenho tanto pra dizer, mas parece que quando estamos perto, tudo para, paralisa, trava; é assim com o mundo, com o relógio e também com as minhas palavras.
Elas sofrem um congelamento súbito, quando já se encontravam na minha lingua. E em uma tentativa quase que desesperada de te por a par de tudo que estou sentindo, para e deixo meus olhos te falarem; tenho certeza que eles se comunicam muito bem com os teus.
Infelizmente as palavras ditas não são meu forte. Nunca foram.
Sempre fui mais atitude do que fala, gestos do que palavras.
No fundo acho que isso não é de um todo ruim. Afinal, o que é dito pode ser facilmente manipulado. E o que é demostrado através de sinais corporais jamais será mentira.

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